Artigo: Simulação da Ampliação do Aeroporto de Guarulhos

Aprofundar-se em questões complexas apresentadas pelos clientes é uma rotina da equipe de projetos da Paragon. Apoiar decisões importantes, envolvendo investimentos vultosos que contribuem para o desenvolvimento do país é sempre empolgante.

No projeto de expansão do aeroporto de Guarulhos o esforço para encontrar soluções foi intenso, motivado pela importância da obra, cujos os resultados impactariam na vida de milhões de pessoas, brasileiros e estrangeiros, turistas ou residentes da Grande São Paulo.

Em um cenário desfavorável, em que se evidenciavam os fracassos de outros projetos, noticiando que os gastos sempre superavam o estimado e os atrasos eram iminentes, a Paragon, em conjunto com o Exército Brasileiro, tornou-se protagonista de uma história de sucesso!

O Exército Brasileiro, responsável por planejar e gerenciar a obra, identificou que o aspecto crítico do planejamento estava no prazo de execução.

De posse de um cronograma inicial, a equipe do exército procurou a Paragon para verificar sua viabilidade, e ajustar quaisquer pontos que pudessem prejudicar o seu cumprimento. A idéia era apresentar o plano à empreiteira de forma a dar segurança para a realização da obra. Uma vez que o cronograma havia sido simulado considerando todos os desafios da obra, qualquer atraso deveria ser muito bem justificado pela empreiteira.

Visão geral do projeto

A obra em questão tratava da terraplenagem da área onde seria construído o novo terminal. Como o terreno era pantanoso, muito úmido, todo o solo teria que ser substituído para permitir sustentação à passagem de aeronaves de grande porte.

As figuras a seguir mostram como era o aeroporto anteriormente, e uma concepção artística do novo terminal construído. Na segunda imagem é possível ver delimitada a área onde a terraplenagem seria feita.

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Aeroporto antes da obra

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Concepção artística do novo terminal e delimitação da área de terraplenagem

Um  planejamento prévio indicava os recursos necessários e o prazo de 28 meses para execução das obras.
Um modelo de simulação foi então elaborado, considerando dois elementos principais:

  • Atividades de extração e substituição do solo: considerando as equipes de recursos e as áreas de atuação,
  • Operações logísticas de suporte: envolvendo principalmente os caminhões, que realizariam o transporte de material extraído do terreno, e trariam os materiais usados na sua substituição, como pedras e solo de alta qualidade.

Na parte de operações logísticas, foram considerados vários possíveis destinos e origens de material, com o seu correspondente impacto nas rodovias e vias públicas nos arredores. Soluções que tivessem excessivo impacto no tráfego local teriam que ser descartadas.

A imagem abaixo mostra a principal tela de animação do modelo, onde é possível ver os principais indicadores e a frota de caminhões circulando. A figura seguinte mostra o gráfico de evolução das atividades de extração e substituição do solo, onde cada cor representa uma etapa do processo sendo realizada.

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Animação do modelo mostrando os principais elementos e a frota de caminhões circulando

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Gráfico de evolução das atividades de extração e substituição do solo

A simulação do cenário original planejado confirmou os temores da equipe do exército: os recursos alocados não seriam suficientes para cumprir o prazo previsto. O atraso seria de pelo menos 8 meses.

Foi iniciada então, a busca por um cenário que encurtasse esse prazo. Com várias combinações de mudança de estratégia e alocação de recursos, foram encontrados cenários que não só cumpriam o prazo como também terminavam antes dele.

Dentre os cenários que cumpriam ou adiantavam o prazo, foi escolhido aquele que exigia a menor quantidade de recursos para ser implementado.

Sucesso na Execução da Obra

De posse dos resultados do estudo e também do simulador, o Exército foi capaz de orientar a empreiteira para adotar as estratégias, fornecedores e alocação de recursos adequada para alcançar o prazo previsto, e o resultado foi um caso raríssimo no Brasil: uma obra pública terminada antes do prazo e com gastos inferiores ao orçamento previsto!

Assista à matéria publicada no portal R7:

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As figuras a seguir foram extraídas do jornal “Folha de São Paulo”, que fez uma matéria divulgando essa grande vitória do Exército e também do povo brasileiro.

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Este projeto comprova os benefícios da utilização da simulação para obras de infraestrutura e ilustra como a Paragon pode contribuir com o planejamento de organizações públicas e privadas.

Durante o projeto, tomamos conhecimento de um dos “mottos” do Exército: “Missão dada é missão cumprida”. Ficamos muito felizes em termos cumprido a nossa.

Boas simulações!

Marcelo Moretti Fioroni

É diretor de Pesquisa & Desenvolvimento na Paragon, graduado em Engenharia Elétrica com ênfase em Computadores pela FEI, Mestre em Manufatura pela UNICAMP e Doutor em Logística pela Poli-USP. Participou de aproximadamente 180 projetos de simulação bem sucedidos. Co-fundador da Paragon Tecnologia em 1992, empresa pioneira e líder do mercado na América Latina. Realizou o treinamento de mais de 1200 profissionais em simulação. Pode ser contatado em marcelo@paragon.com.br

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